Jul Thu 24

Site em flash ainda não é o melhor para o seu negócio. Ou será que é?

Publicado por Bernard De Luna em design, tutorial, web

Muitas pessoas defendem e utilizam a técnica e software flash para websites com animações, interações e outros “ões”. Eu mesmo, já utilizei muito e não nego toda a carga expressiva e sedutora que ele carrega. Mas vamos levantar duas questões simples para contextualizar nosso entendimento:

1 - Quero um site que o usuário entre e se sinta numa loja de doces, como se ele estivesse lá.

2 - Quero um site onde as pessoas que procuram doces achem o meu site rápido, fácil e comprem lá.

Através do flash eu consigo seduzir melhor o usuário, consigo passar sensações e até simular um estabelecimento virtual para o mesmo, de modo que atinja o PRIMEIRO objetivo. Mas e o SEGUNDO?

Temos aí um site que precisa ser encontrado quando buscam doces na internet. “buscar na internet” significa mecanismos de busca como google, yahoo e o live da Microsoft. Uma notícia para vocês: Os mecanismos de busca não lêem flash..

Quem é desenvolvedor sabe disso. Recentemente tem saído algumas matérias sobre o empenho do yahoo e do google em parceria com a Adobe (detentora do flash) para conseguir fazer o robô de pesquisa ler o arquivo “swf” que nada mais é que a extensão do flash. Entretanto não é uma tarefa fácil até mesmo para os gigantes das “search engines” como podemos perceber em algumas notas (em inglês):

“The Flash Player is going to be used by Google and Yahoo on their servers to run Flash content at runtime,” Everett-Church said. “This means much better search results for end-users. [Until now], it has been a challenge to search Flash content on the Web.”

Justin Everett-Church, Adobe senior product manager for the Flash Player

“Google has been working hard to improve how we can read and discover SWF files,” said Bill Coughran, Google senior vice president of engineering. “Through our recent collaboration with Adobe, we now can help Web site owners that choose to design sites with Adobe Flash software by indexing content better.”

“Yahoo is committed to supporting webmaster needs with plans to support searchable SWF and is working with Adobe to determine the best possible implementation,” said Sean Suchter, vice president of Yahoo Search technology engineering.

Como já dizia o “velho” Cazuza, o tempo não para e como dizia o “jovem” Tio Patinhas, Tempo é dinheiro. Se sabemos que o flash não é lido pelos robots não podemos ficar dormindo esperando para sermos descongelados quando a descoberta for feita. Sendo assim, existem dicas do proprio Google para webmasters que desejam utilizar flash.

1 Try to use Flash only where it is needed. Many rich media sites such as Google’s YouTube use Flash for rich media but rely on HTML for content and navigation. You can too, by limiting Flash to on-page accents and rich media, not content and navigation. In addition to making your site Googlebot-friendly, this makes you site accessible to a larger audience, including, for example, blind people using screen readers, users of old or non-standard browsers, and those on limited low-bandwidth connections such as on a cell phone or PDA. As a bonus, your visitors can use bookmarks effectively, and can email links to your pages to their friends.

2 sIFR: Some websites use Flash to force the browser to display headers, pull quotes, or other textual elements in a font that the user may not have installed on their computer. A technique like sIFR still lets non-Flash readers read a page, since the content/navigation is actually in the HTML — it’s just displayed by an embedded Flash object.

3 Non-Flash Versions: A common way that we see Flash used is as a front page “splash screen” where the root URL of a website has a Flash intro that links to HTML content deeper into the site. In this case, make sure there is a regular HTML link on that front page to a non-Flash page where a user can navigate throughout your site without the need for Flash.

Dessa vez, como eu sou bonzinho, explicarei em português.

1 Tente utilizar o flash somente quando necessário. Muitos sites como o Youtube utilizam o Flash como “rich media” (flash, Java, dhtml, vídeos e outras tecnologias avançadas que utilizem animações e interações) mas utilizam o HTML como conteúdo e navegação. Você pode limitar o flash apenas para players de vídeos ou músicas e rich media, e não como conteúdo ou navegação. Tornando o seu website acessível para Googlebot (robo do google), para muitos acessos até mesmo de deficientes visuais que utilizam “screen readers” (leitores de tela), usuários que utilizam navegadores antigos ou não padronizados e para usuários com baixa conexão como discada, celulares e PDAs. Como um ‘bonus’, seus visitantes poderão adicionar como favoritos seus sites e enviar por email os links para outros amigos.

2 sIFR: Alguns websites utilizam flash para forçar o navegador a mostrar titulos e outros elementos textuais em uma fonte que o usuário não precisa ter instalado em seu computador (nota do autor: também não é recomendado que o webdesigner coloque a fonte no servidor). Através do sIFR ainda permite não leitores de flash acessarem a página, mantendo o conteúdo / navegação em HTML, só que “renderizado” por um objeto em flash.

3 Versões sem flash: Uma prática comum é vermos websites que utilizam flash em suas páginas iniciais como efeito de introdução (splash screen). Nesse caso, é recomendado que tenha um link em html para “pular” a animação em flash e ir direto para página de conteúdo sem flash, onde o usuário possa navegar em seu websites sem necessitar do flash em sua máquina.

Muitos clientes ficam fascinados pelas animações em flash e sempre pedem para serem feitas antes da página inicial. O que você acha disso? Não ache! Exponha seus argumentos e defenda que não faz sentido duas páginas iniciais. Recorro a Jackob Nielsen nesta frase “Se a homepage for lenta, os usuários concluirão, com toda razão, que o restante do site será lento, e que será uma tortura utilizá-lo, o que os leverá a abandonar definitivamente o site”.

Uma das práticas recomendadas quando se trabalha com flash é sempre usar o conteúdo alternativo, isso tanto para objects quanto para imagens. Essa técnica não visa a melhor leitura pelos mecanismos de busca e sim acessbilidade perante deficientes, navegadores e aparelhos que não suportam tais objetos.

Sejam inteligentes e façam o melhor para o seu projeto.

Dúvidas? comentem :)

fonte das notas - Paul Krill - infoWorld

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